
Resumo da notícia
A Bolsa brasileira superou 184 mil pontos, enquanto o dólar fechou estável a R$ 5,206, após tocar menor valor desde maio de 2024.
O Ibovespa subiu 1,52%, influenciado pela expectativa de queda no custo do dinheiro pelo Banco Central, e acumula alta acima de 13% no mês.
A política externa dos EUA gera instabilidade no dólar; ouro atinge novos recordes com alta demanda por segurança
Com as atenções voltadas para as decisões de política monetária de Brasil e Estados Unidos, o dólar fechou o dia sem variação, vendido por R$ 5,206 —como na véspera— após chegar a ser negociado abaixo de R$ 5,18 pela primeira vez desde maio de 2024. Já a Bolsa brasileira bateu novo recorde ao superar os 184 mil pontos, renovando seu recorde de pontuação.
O que aconteceu
O dólar chegou a operar abaixo de R$ 5,18. Depois de ser negociada a R$ 5,173, a moeda americana começou a subir ainda pela manhã até fechar valendo R$ 5,206, sem variação percentual. E a menor cotação desde 29 de maio de 2024. Ontem, a divisa recuou 1,4%.
Já o Ibovespa renovou seu recorde de pontuação. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 avançou 1,52% e atingiu 184.691 pontos. Ontem, o indicador já havia subido 1,8%

Índice sobe mais de 13% no mês. A expectativa de que o Banco Central do Brasil comece a reduzir o custo do dinheiro ainda neste trimestre ajuda a sustentar o fluxo de recursos de aplicadores locais e estrangeiros no mercado acionário local. O Ibovespa tem batido recordes mesmo após subir 34% em 2025.
A combinação entre sucessivos recordes e desempenho mensal elevado sugere uma mudança de patamar para o mercado acionário. O investidor passou a revisar, de forma mais estrutural, as expectativas para os ativos brasileiros, em um movimento que pode redesenhar o mapa de preços da Bolsa ao longo de 2026.
Einar Rivero, CEO e sócio da Elos Ayta
Ouro sobe, renova recordes e supera patamar de US$ 5.300. Os contratos futuros de ouro voltam a operar com alta forte após respiro ontem. Por volta das 17h, o contrato para 100 onças troy (31,1 gramas) para abril subia 4,72%, a US$ 5.361. O metal praticamente dobrou de preço em 12 meses, pressionado por demanda alimentada pela busca por ativos considerados mais seguros, em meio às tensões geopolíticas provocadas pela política externa agressiva do atual governo estadunidense.
Superquarta
Os bancos centrais do Brasil e EUA anunciam hoje decisões sobre juros nas duas economias. Assim como o Fed —o BC americano—, que manteve sua taxa anual de juros (entre 3,50% e 3,75%), o Banco Centr
A sinalização de cortes de juros pode ajudar a Bolsa. Embora a aposta predominante é de que o Brasil também mantenha inalterada sua taxa de juros, espera-se que o Banco Central brasileiro sinalize quando os cortes dos juros ocorrerão.
A redução de juros anima a economia. Como a Selic é a base dos juros no país, ao cair, ela reduz custos de empréstimos de famílias e empresas, estimulando o consumo das pessoas e os planos de expansão das companhias. Esse movimento favorece o potencial de vendas e de lucros da empresas com ações listadas

